Holanda

O vôo

Para ir do Brasil para a Holanda, escolhemos um vôo Rio-Amsterdam da KLM, exatamente como queríamos: direto e noturno (veja aqui sobre escolha de vôos). A KLM é parceira da Air France (acho que são, na verdade, subdivisões de uma mesma empresa ou algo do gênero), e assim é possível fazer uma perna em cada companhia. Ou seja, vôo direto de ida para Amsterdam, pela KLM, e vôo direto de volta de Paris, pela Air France. Ô, benção!

No check-in, solicitamos o bercinho para a Aurora e felizmente estava disponível. Assim, além do bercinho ainda conseguíamos aquela primeira fila, com mais espaço para as pernas.

Levamos nosso carrinho-trambolhão Baby Jogger City Select duplo e o canguru Ergo Baby, nosso parceiro indispensável. Etiquetamos o carrinho no check-in e usamos o tempo todo até o embarque, e entregamos na porta do avião. Como nosso carrinho é grande, nós levamos a mala própria dele, desmontamos e guardamos antes de entregar, para garantir a integridade física dele. Com carrinho guarda-chuva, a gente costuma só fechar e colocar em uma saco-capa para carrinho (já aconteceu de chover e o carrinho vir todo molhado – além de sujo).

A passagem pela segurança e pela Polícia Federal para checagem de passaporte foi super-rápida. Levamos comida para as meninas em potes térmicos, suco em caixinha, frutas, biscoito, além de sanduíche para nós (para não ficarmos reféns do jantar do avião) e eles não implicaram com nada.

O avião da KLM foi uma grata surpresa. O boeing 787-9 faz parte de um linha chamada Dreamliner, que conta com diversas inovações para melhorar a sensação de bem-estar dos passageiros e diminuir o jet-lag, como diminuição de ruídos, redução de efeitos de turbulências, melhor pressão da cabine, poltronas que reclinam 40% a mais, design mais moderno, etc. Realmente fez diferença!

Logo que embarcamos, demos o jantar das meninas, escovamos os dentes, colocamos pijamas (sempre acho que isso ajuda elas a entenderem que é hora de dormir). Depois embalei Aurora. E – sorte – Aurora dormiu a noite inteira no bercinho e eu e Clarinha deitamos abraçadas em duas poltronas, com a cabeça no colo do Gustavo. Isso (mais os fármacos que eu tomo pra encarar um avião) me ajudaram a dormir relativamente bem.

Ao pousarmos, a passagem pela imigração foi super-rápida. Recuperamos nossa bagagem e fomos direto para a Hertz buscar o carro que alugamos (sempre alugamos do Brasil, pelo telefone e com desconto do Itaú Personnalité).

Optamos por alugar uma casa fora de Amsterdam e alugarmos um carro, para podermos visitar outras cidades da Holanda. A escolha da cidade foi um pouco aleatória. Olhamos no mapa do AirBnb cidades que fossem próximas a Amsterdam e as cidades que gostaríamos de visitar. Tudo bem que a Holanda é mínima e é tudo meio perto. Como diz meu pai, tem que ter cuidado pra dirigir lá, porque se acelerar muito sai da Holanda. E assim, demos a sorte de ir parar em Vinkeveen! Nosso roteiro na Holanda foi de 7 noites , 4 em Vinkeveen e 3 no Efteling (veja post específico aqui).

Aqui quero dedicar um parágrafo ao frio da Holanda. Quase todas as vezes em que fomos, era final de março, e era bem frio. Dessa vez, fomos no final de março e esperávamos uma temperatura um pouco mais amena. Seria primavera e tal. Não lavamos roupas tão pesadas, levamos poucos casacos e meia-calças paradas meninas, e não levamos luvas e nem cachecol para ninguém. Nossa idéia era que, caso fosse necessário, compraríamos tudo lá. E quebramos a cara. Fazia mens de 10 graus de dia. O frio entrava nos ossos. Fomos correndo comprar roupas de frio e – surpresa!! Não tinha em nenhum lugar! Já era a coleção de primavera. Vestidos floridos, sandálias. Um frescor só. Resultado: passamos (muito) frio. Só fomos conseguir comprar algumas coisinhas em Brugges, na Bélgica, porque uma alma caridosa funcionária da H&M catou algumas coisinhas no estoque.

Vinkeveen

Ou seja, amigos, moral da história: JAMAIS subestime os países baixos em matéria de frio. Dias claros, lindos, ensolarados e primaveris também podem ser congelantes.

 

Vinkeveen

Vinkeveen foi outra grata surpresa. Um cidade bem pequena, há cerca de 30 minutos de carro de Amsterdam. Quando eu olhava Vinkeveen no Google Maps, achava super estranho. Não era simplesmente uma cidade cheia de canais, como várias cidades holandesas. Era uma infinidade de canais meticulosamente paralelos. Parecia uma pintura. E realmente toda a cidade parece uma pintura. Um encanto! Não chegamos a passear muito pela cidade em si, entrar nas igrejas e tal. Foi mais nosso quartel-general mesmo.

Mas tratamos logo de fazer um reconhecimento dos supermercados holandeses e era lá que fazíamos todas as nossas compras.

Vinkeveen 2

 

Amsterdam

Nós já havíamos ido algumas vezes à Amsterdam, sendo uma com a Clarinha, por isso nos contentamos em passar apenas um dia. Mas, para quem nunca foi, vale à pena programar uma viagem que dure alguns dias. A cidade é belíssima e com muitos atrativos.

Dessa vez, nós queríamos basicamente ir ao Museu Van Gogh. Fomos de carro e não tivemos qualquer problema pra estacionar em uma ruazinha um pouco mais afastada, a 10 minutos a pé do museu. Deixamos pago o parquímetro, e deu cerca de 15 euros por 5h.

Seguimos algumas dicas do Daniel Duclos, um blogueiro que mora na Holanda e tem um blog excelente, cheio de dicas valiosas, chamado Ducs Amsterdam. Compramos os ingressos pelo site Get Your Guide, já com hora marcada para a visita. Compramos junto também o ingresso para o Keukenhoff, o parque das tulipas. Em ambos os casos, apresentamos apenas o e-ticket no celular (no My Wallet do iPhone) e entramos sem problemas e sem filas.

O museu é lindo, mas lotado. Tem que ir com paciência. Tem um café ótimo, onde vale a pena almoçar, lanchar ou tomar um chá.

De lá, passeamos pela Museumplein (a praça dos museus) e depois fomos para a Apple. Eu estava precisando comprar um computador e como na Holanda tem Tax Free, o preço acabava compensando. Saiu quase o mesmo preço de comprar nos EUA.

Tomamos um café no Blender (Ruysdaelstraat 11), um café-conceito bem legal, com área para as crianças brincarem e lojinha. Foi indicado pelo Ducs Amsterdam também. A dona era bem antipática e ficou meio irritada de chegarmos perto da hora de fechar, mas o lugar é ótimo.

 

Utrecht

Uma cidade linda, que vale muito a pena visitar é Utrecht. Eu já tinha lido em vários sites e blogs que era uma dessas cidades que você fica pensando “Nossa, como é que a gente não ouve falar de um lugar lindo assim??”. E realmente é isso: Como??! Utrecht é bem o estilo cidade holandesa medieval: canais, arquitetura linda…

Fomos de carro e estacionamos fora do centro, na Tolsteegsingel. É só atravessar uma ponte para o centro, e o estacionamento é bem mais barato (pagamos cerca de 16 euros por 5 horas).

Para as crianças, o ponto (mega hiper ultra) alto é o Museu Miffy (Nijntje Museum, em holandês). Miffy é aquele coelhinho fofo que a gente vê em vários lugares mas não sabe a origem (eu, pelo menos). O criador é de Utrecht, e a cidade faz diversas homenagens a ele. O museu não é cheio, não é caro, e é super interativo. As crianças brincam muito. Até Aurora amou. E é muito fofo! A lojinha, que fica em um prédio em frente, tem várias coisas fofas e com preço razoável.

Saindo do museu, fomos para uma famosa queijaria, a Kazerij Stalenhoef (Twijnstraat 67), uma das melhores queijarias do mundo. Lá eles embalam o queijo à vácuo para levar na mala para o Brasil, se você pedir! Em frente, tem uma boulangerie belga com comidinhas deliciosas chamada Vlaamsch Broodhuys (Twijnstraat 34). Vale muito à pena para um café da manhã, chá da tarde ou mesmo para almoço, como nós fizemos.

 

Zaanse-Schans

Zaanse-Schans foi outra dica super-legal do Ducs Amsterdam. Vale a pena ler esse post no site dele, já que ele foi com mais tempo (e mais calor) do que eu. Ele chama de “a Holanda dos moinhos”, e diz que é a cidade holandesa que mais se parece com uma cidade holandesa. E acredito que seja mesmo! O lugar parece saído de um cartão-postal ou um cenário de filme. Lindo, lindo! É um lugar meio que organizado como uma representação do passado. É um museu a céu aberto.

Fomos de carro e o GPS leva direto a um estacionamento a direita. Pode entrar e estacionar sem medo, é lá mesmo! Se passar, você vai entrar na cidade de Zaandam e não é mais lá. Nesse estacionamento tem um museu enorme, que não visitamos

Sendo a “cidade dos moinhos”, eles roubam toda a paisagem. Tem vários moinhos abertos a visitação. Nas casinhas, existem diversas lojas interessantes, queijarias, e até demonstração de como é feito o queijo, com degustação. E tem vários bichinhos por lá, como ovelhas e galinhas. As meninas adoraram! Parece que tem também um passeio de barco que deve ser bem legal, mas quando fomos estava frio demais e nem cogitamos.

 

 

Keukenhoff

Ah, Keukenhoff, o famoso parque das tulipas!! Em todos as vezes em que fomos a Amsterdam, pensamos em visitar o parque, mas ele tem um período de abertura super curto, na primavera, que é o período das tulipas. Não adianta querer visitar fora desse período, porque simplesmente não tem tulipas, e o parque não abre. Esse período varia a cada ano, mas, no geral, vai da segunda quinzena de março a segunda quinzena de maio. Dois meses ao ano só.

Nós compramos o ingresso pelo Get your Guide. Foi super-tranquilo e funcionou direitinho. Apresentamos o ingresso no celular mesmo. Não pegamos fila alguma na hora. Lá, a bilheteria funciona de 08:00 as 18:00, e o parque funciona de 08:00 as 19:30. Vale baixar um app do Keunkenhoff antes, com mapa e informações. Eu não sabia, não baixei.

Por acaso, o dia em que nos programamos para visitar o parque era o dia da Festa das Flores. Vimos isso na internet, e preferíamos ir em outro dia, pois imaginamos que o parque estaria muito cheio. Mas esse dia encaixava melhor nos nossos planos e achamos que talvez fosse um ganho extra, assistir ao festival (fosse o que fosse, não fazíamos idéia). Mas terminou sendo a roubada do século.

Todas as ruas em torno estavam fechadas e não podíamos chegar ao estacionamento. Nós havíamos colocado o endereço no Waze (o aplicativo que sempre usamos, no Brasil e fora, para achar a melhor rota), e ele já mostrava todas as ruas fechadas. Ele traçou um caminho bem ninja, que nos deixou em uma rua residencial (praticamente na garagem de alguém), que realmente ficava perto da entrada. Maaaas… as ruas estavam realmente todas fechadas, até para pedestres. Ou seja, nos vimos em frente ao parque, mas sem ter como atravessar para entrar. Gustavo queria ir embora, mas resolvi ver um pouquinho do desfile. Já que estávamos lá, né? Olha… achei mega sem-graça. Uns carros enormes, cobertos de flores, com algumas pessoas desanimadas dentro. Mais pra cortejo fúnebre do que pra desfile. Alguns carros levavam enormes animais feitos de flores, então a Clarinha adorou. Mas eu realmente achei de um mau-gosto sem fim. Sem fim mesmo, porque levava uma eternidade entre um carro e outro, e não terminava nunca. As ruas só reabririam a noite.

Já estávamos decididos a ir embora, quando resolvemos andar até o infinito para contornar os bloqueios. E conseguimos!! Enfim, entramos no parque! E o parque é LINDO! É realmente tudo o que falam e mais um pouco. É lindo assim de você nem saber pra onde olha.

Como já estávamos cansados, as crianças exaustas (e estava friiiio!) e o parque estava bem cheio (como sempre, ao que parece), acabamos ficando bem pouquinho. Pra quem vai com tempo e disposição, certamente há muito a ser explorado. O mapa mostra diversas áreas diferentes, exposições, atrações. O parque é gigantesco. Nós demos uma voltinha, tiramos lindas fotos e fomos logo embora. Sempre é possível tirar belas fotos, em qualquer lugar do parque, estando ele vazio ou cheio.

 

E no dia seguinte, um domingo, juntamos nossas tralhas, pegamos nosso carro e partimos para a nossa temporada de 3 noites no Efteling!

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