Londres

Chegamos em Londres vindos de Bruges (pegamos um trem de Bruxelas para Londres), na estação London King’s Cross St. Pancras.

Londres é a minha cidade preferida no mundo! Tenho verdadeira paixão por Londres. E é um excelente destino para viagens com crianças, tanto pela enorme variedade de atrações quanto pela organização e acessibilidade da cidade.

 

A chegada na estação foi bastante tranquila e a locomoção com malas/carrinho/crianças é bem fácil.

Nós optamos por chamar um Uber, usando o mesmo aplicativo que usamos no Brasil. Só que as opções de veículo variam de país para país, e em Londres há a opção de Uber XL. Com três malas grandes + mala de mão + carrinho duplo + duas crianças, optamos pelo XL. O carro que nos buscou era enorme, tipo uma van, e o motorista coincidentemente era brasileiro. Não é permitido parar na entrada da estação, mas um pouquinho antes ou depois é possível parar rápido para embarque e desembarque. Nossas tralhas couberam com facilidade, e pagamos exatos 14,97 pounds da estação até Notting Hill/Kensington, onde ficava o apartamento que alugamos pelo AirBnB.

 

Nós sempre ficamos na região de Notting Hill, pois gostamos bastante do astral, calmo e bem familiar, com muitos parques e praças, e ao mesmo tempo perto da agitada Portobello Road/ Portobello Road Market, e com estações de metrô e linhas de ônibus por perto.

 

A Portobello Road é uma famosa rua de Londres, com uma feira livre igualmente famosa, a Portobello Road Market. Essa feira/mercado existe desde o século XIX, mas tornou-se particularmente famoso por suas antiguidades na década de 1950. Agora existem inúmeras lojas e barracas que oferecem de tudo, desde frutas e pão até cartazes, roupas, cerâmica e música.

A rua é facilmente acessível a partir das estações de metrô Notting Hill Gate, Ladbroke Grove e Westbourne Park, e pelas rotas de ônibus que atendem Ladbroke Grove e Notting Hill Gate. Os principais dias de mercado são sexta-feira e sábado (quando funciona de 09:00 as 19:00), com um mercado menor de segunda a quinta-feira (de 09:00 as 18:00, exceto quinta-feira, quando termina as 13:00).

 

Transporte

Como muita gente sabe, Londres tem uma excelente rede de metrô (que eles chamam de “tube” ou “underground”, não de “subway”, como nos EUA). Pode-se ir a praticamente qualquer lugar de metrô, e o sistema funciona muito bem, fazendo integrações com trem e ônibus. Nem todas as estações possuem elevador, mas os ingleses são extremamente solícitos a ajudar com carrinho. Mesmo eu e Gustavo carregando nosso trambolho juntos, sempre parava alguém para ajudar também. Eu havia lido no site oficial “Transport for London” que havia um aplicativo chamado “step-free tube” que indicava quais eram as estações acessíveis por elevador, mas não encontrei para baixar. Vale à pena olhar esse site para planejar trajetos. Na hora, usei sempre o Google Maps e funcionou muito bem.

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Para utilizar o transporte público Londrino, é necessário adquirir um cartão, chamado Oyster. Os ônibus de Londres funcionam com o mesmo cartão. É possível comprar a passagem isolada na máquina de auto-atendimento do metrô, mas certamente não compensa (nos ônibus só com cartão mesmo). O ideal é, no primeiro dia, entrar em alguma estação e comprar logo o Oyster (ou até solicitar online). Existem diversas opções, como o diário, o semanal, ou simplesmente inserindo um valor de crédito qualquer, que vai sendo debitado conforme você utiliza. Nós fizemos várias contas, e o semanal pareceu a opção mais barata para quem pretende fazer ao menos 3 viagens ao dia (lembrando que inclui o ônibus). Nós temos os nossos Oyster guardados e levamos para carregar a cada vez. E uma ótima notícia: crianças até ONZE anos não pagam transporte em Londres! O Oyster merece um post inteiro, de tantas características e opções. Mas jamais esqueça: o Oyster deve ser passado na roleta de entrada E de saída! Caso não seja passado na saída, é debitada a tarifa máxima. Não tivemos qualquer problema em andar com o carrinho aberto dentro dos metrôs e ônibus. A entrada do ônibus nivela com a calçada e o carrinho entra fácil. Mas já fechamos, por educação, o carrinho em metrô cheio. No ônibus, só cabe um carrinho/cadeira de rodas, e a preferência é para cadeira de rodas.

Pela primeira vez, resolvemos experimentar andar de taxi em Londres (aquele preto clássico bonitinho, com cara de carro antigo), e nos surpreendemos! O preço não é caro como pensávamos e dá para entrar com o carrinho! Aberto! Acho que é pensado também para cadeirantes. Muito legal e acessível. E é possível pagar com cartão de crédito.

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Nosso carrinho duplo aberto, cheio de bolsas e casacos por cima, dentro do taxi.

Para comer

Assim que chegamos, deixamos nossas malas no apartamento e fomos logo ao supermercado fazer nossas compras de mantimentos. Sempre fazemos compras para cozinharmos comida de verdade para as meninas: arroz, macarrão, frango, carne, ovo, peixe, legumes e até feijão! (As vezes levamos sacos de feijão na mala também!). Em Londres, costumamos fazer compras no Tesco ou no Queensbury. Compramos também produtos de limpeza e lanchinhos (frutas, castanhas, passas, biscoitos).

Próximo à estação de metrô de Notting Hill Gate há uma grande variedade de restaurantes. Como já citei antes, acho o Le Pain Quotidien sempre uma excelente opção. São sempre espaçosos, com mesas grandes, cadeirão, bons banheiros e são receptivos com crianças. E, é claro, boa comida. Desde café da manhã ou lanche/chá da tarde, até as refeições completa (eu gosto bastante dos ovos beneditos deles).

O Pret a Manger e o Costa são cafés (são redes grandes) onde também se encontra boas opções de café da manhã e lanche.

Como de costume, sempre levávamos o almoço das meninas em potes térmicos e eu e Gustavo quase sempre almoçávamos sanduíches ou pequenos lanches e cozinhávamos no apartamento o jantar e o almoço das meninas para levar no dia seguinte. Mas um restaurante que fomos e gostamos foi o Jamie Oliver’s Diner. O chef Jamie Oliver possui alguns restaurantes em Londres. Nós já havíamos ido em um restaurante dele bem família em Notting Hill da outra vez, mas aparentemente este fechou. Desta vez, fomos ao Jamie Oliver’s Diner, que é uma hamburgueria, e fica em Picadilly Circus. As crianças curtem porque é cheia de dinossauros enormes na decoração. A comida é bem gostosa e é muito kid’s friendly (para quem não sabe, o Jamie Oliver tem uma família enorme e valoriza muito essa questão de restaurantes-família).

Quase em frente ao Jamie Oliver’s Diner fica o Rainforest Cafe. Nós não comemos lá, mas visitamos na saída do Jamie Oliver’s Diner. É muito interessante, a parte de cima é uma loja de brinquedos com uma decoração incrível de floresta. As meninas ficaram loucas. No andar de baixo tem o café/restaurante, com a mesma decoração. Ficamos com vontade de visitar em uma próxima vez. Não sei se a comida é boa, mas acho que já vale pela farra.

 

Parques e praças (playgounds)

Apesar de ser uma cidade grande e movimentada, Londres é uma cidade recheada de parques, praças, verde. Sejam as pequenas pracinhas de bairro, ou sejam os parquinhos dentro dos grandes parques, os brinquedos são sempre bem pensados e divertidos. E, muito importante, tem crianças! E criança adora estar perto de criança, mesmo sem entender a língua. Assim, há muita diversão gratuita, e garantia de gasto de energia dos pequenos!

Para os adultos, há belíssimos locais para caminhadas, descanso e piqueniques. Na primavera e verão os parques ficam cheios de gente tomando sol.

Sempre que chegamos a um novo destino, mapeamos logo os “playgrounds” (vulgo “pracinhas”, rs) perto do nosso apartamento, no Google. Para nós, as pracinhas são fundamentais para canalizar aquela energia acumulada da criança de manhã cedo. Dependendo do planejamento do dia, podemos sair de casa rápido, ir a uma pracinha, soltar as feras e voltar. Mas em geral já vamos com tudo pronto para alguma pracinha e depois já vamos direto para o programa do dia. A verdade é que, mesmo nos dias em que vamos direto para lugares onde elas possam brincar, só o trajeto, mais a entrada e tal pode levar mais de 1h (sem contar as 2h de preparação para sair de casa!), e para elas isso pode já ser muito tempo com a energia contida (e nós, mães e pais, sabemos muito bem o resultado dessa energia retida…). Assim, o parquinho da esquina pode ser seu grande aliado. Com frequência já até damos o almoço lá, pois elas acordam muito cedo e 11h já estão com fome. Durante o dia, entre passeios mais chatos para crianças, os parquinhos também são uma excelente opção, então, sempre vale dar um Google Maps (“perto de mim” e “playgrounds”).

Perto de onde estávamos, em Notting Hill, havia dois parquinhos bem legais: Tavistock GardensColville Square Gardens. Na verdade, havia uma infinidade, mas esses foram os que frequetamos.

Nos grandes parques também existem parquinhos, maiores ou menores. Diana’s Memorial Playground, dentro do Hyde Park, é um dos mais legais. Chega a fazer fila nos horários de pico, e adultos não podem entrar sem criança. No próprio Hyde Park tem ainda vários outros parquinhos menores bem legais.

 

Atrações

Londres possui uma infinidade de excelentes museus. E são de graça! Esse site oficial fala de todos eles. Na grande maioria, eles recomendam uma doação. A gente costuma fazer a doação e comprar coisinhas do museu. Principalmente livrinhos de atividades sobre o museu, que ajudam a criança a se interessar mais pela visita. Alguns dos mais conhecidos são o British Museum, o Natural History Museum, o Victoria & Albert Museum.

Nós já havíamos ido nestes das outra vezes, sozinhos. Levamos Clarinha com 1 ano e 4 meses do Natural History. Ela se interessou bastante, principalmente pelos dinossauros, mas foi um pouco cansativo. Desta vez, haviam nos falado que o Science Museum era super-interessante para crianças, e resolvemos visitar. Só que Clarinha não ligou a mínima para o museu. Para falar a verdade, nunca vi Clarinha se interessar tão pouco por alguma coisa. E olha que compramos o livrinho de atividades sobre o museu e tal. Acredito que talvez para os maiores, a partir de 7 ou 8 anos, que gostem de foguetes, planetas, etc. Pelo menos tinha uma lanchonete boa, com almoço de verdade e lanches, com bom preço. Saímos de lá e fomos para uma exposição de borboletas, que ficava nos jardins no Natural History Museum, no mesmo quarteirão. Essa valeu muito à pena! Tinha uma parte só de casulos, de verdade, onde era possível inclusive ver borboletas saindo.

 

O Sea Life Aquarium é um excelente passeio para todas as idades. A enorme variedade de peixes coloridos prende a atenção, em um ambiente climatizado e com boa infra-estrutura. Nós compramos o ingresso no site The London Sea Life Aquarium, em um combo, junto com os ingressos para o London Eye (a famosa roda gigante, com uma vista espetacular) e o Shrek Adventure. Essas três atrações ficam no mesmo lugar, em Westminster, o que torna bem fácil fazer tudo em um mesmo dia, sem ser cansativo.

Neste combo, nós marcamos horário para as três atrações no Shrek, que foi onde resolvemos ir primeiro.

O Shrek Adventure é uma atração bem interessante. Já vale à pena só pela qualidade da produção. São 7 momentos diferentes, onde o público vai em busca do Shrek em diferentes cenários, interagindo com personagens. Obviamente, as crianças que não falam inglês perdem boa parte do sentido da história por conta da língua, mas ainda assim é divertido e muito bem feito. Principalmente o ônibus simulador, que “voa”. Clarinha amou loucamente, principalmente porque aparecem os personagens de “Como Treinar seu Dragão”. Aurora foi no colo (dava para levar o carrinho), e ficou meio alheia a tudo. Não se assustou nem se incomodou, mas também não se interessou. No final, eles vendem as fotos tiradas com os personagens, em vários pacotes diferentes. Nós nunca compramos essas fotos de fim de atrações, mas dessa vez achamos que valia à pena. Compramos um pacote que incluía álbum de fotos e chaveiros. No final da atração, assim como na Disney, tem uma lojinha. Não sei se foi impressão minha ou a moeda ou a conversão, mas achei as coisas com preços bem mais razoáveis do que nos parques dos EUA.

 

 

Quando saímos, já estava no nosso horário para o London Eye. Para visitantes que já possuíam ingressos em mãos, havia uma fila relativamente grande, mas que andava rápido. Levamos uns 10-15 minutos. Pode levar o carrinho, mas ele deve permanecer fechado dentro da cabine. Dentro de cada cabine da roda tem bastante espaço e eles não colocam muita gente, fica bem confortável. As fotos saem ótimas.

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Foto tirada do alto do London Eye.

Do London Eye, fomos ao Sea Life Aquarium. Como o aquário é grande, não costuma encher e costuma ter bastante horário disponível. É um aquário grande, com bastante variedade, e as crianças gostam. É um passeio calmo e interessante. Bom inclusive para dias de chuva (assim como o Shrek, só que com chuva ambos enchem mais, pois todo mundo tem a mesma idéia).

Outro passeio legal que fizemos foi o tour na Tower Bridge. Também compramos o ingresso pelo próprio site Tower Bridge Exhibition, na véspera. O tour conta a história da construção da famosa ponte londrina, com fotos e vídeos, mostra a maquinaria que abre a ponte, conta a história de funcionários da construção, além de mostrar fotos das mais famosas pontes do mundo. E, a atração principal: é possível atravessar de um lado ao outro passando pelo chão de vidro da ponte. Uma sensação diferente e uma vista super-interessante, que rende fotos bem legais. As crianças ganham um lápis e um livrinho de atividades. É um passeio relativamente rápido. Lá tem elevador e é fácil transitar com o carrinho. Os banheiros são limpos. Não tem lugar para comer, mas descendo da torre achamos uma birosca bem embaixo, com uma vista incrível e uma dona antipática. Só é permitido sentar se for consumir comida (bebida não serve). Como precisávamos sentar para dar o almoço das meninas e a vista era linda, pedimos uma pizza e cerveja. Bem mais ou menos, mas valeu o momento.

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Tower Bridge

 

Um “passeio” clássico é a famosa Harrod’s. Para as crianças, vale pela sessão de brinquedos. É possível brincar com varias coisas e tem vários funcionários fazendo demonstrações, truques de mágica, tatuagens, etc. É claro que as crianças vão pedir o mundo e a gente acaba comprando uma coisinha ou outra. Mas tem opções legais sem gastar uma fortuna. Antigamente tinha ainda um Disney Café, que as crianças amavam, mas fechou. Para os adultos, vale à pena ir na sessão de alimentos, que parece um enorme bar, e comer chocolates, macarrons, frutos do mar e tomar vinho ou espumante.

 

Vale também visitar a Hamley’s, a loja de brinquedos com 7 andares! É a sessão de brinquedos da Harrods multiplicada por 7. Dá para passar uma tarde inteira com as crianças se divertindo. Uma excelente opção para um dia de chuva. No último andar tem um café que vende muffins e afins, mas sem muita opção, além de um stand de smoothies.

 

O Madame Tussaud é o famoso museu de cera, que exibe estátuas em cera de personalidades famosas, com um realismo surpreendente. Não já havíamos ido sem crianças. E não tivemos vontade de repetir. Achei que não seria muito interessante para elas, pois não conhecem a grande maioria das pessoas representadas e não tem nada muito interativo. Como é um museu caro, decidimos não ir dessa vez. Mas talvez eu esteja enganada e seja interessante para os pequenos também. De qualquer forma, os grandes costumam gostar. É possível comprar ingresso no mesmo combo do London Eye, Shrek Adventure e Sea Life Aquarium. Acaba saindo com um bom desconto.

Outra atração “quente” em Londres é a visita aos estúdios onde foram gravados os filmes do Harry Potter. Eu dei mole nas minhas pesquisas pré-viagem e não sabia sequer da existência. Descobri o site uma semana antes de viajar e já não tinha mais ingressos para as nossas datas. Aparentemente os ingressos esgotam com alguns meses de antecedência. Deixei para tentar de novo quando chegamos em Londres, inclusive pelo telefone, e dei mole de novo. É comum disponibilizarem ingressos na semana anterior, por desistências e cancelamentos, mas não na própria semana, e isso realmente aconteceu. Surgiram ingressos disponíveis para uma semana depois, mas já não estaríamos mais em Londres. Ou seja, a dica é comprar com bastante antecedência. Caso não consiga, vale seguir entrando no site e tentando (a venda é só pelo site), principalmente na semana anterior. Vi na internet que algumas empresas oferecem pacotes com transporte (fica um pouco fora da cidade), ingressos e até outros passeios relacionados, mas achei tudo muito caro. O próprio ingresso sozinho já é caro. Mas me arrependi de não ter descoberto essa atração com tempo hábil e na próxima ida a Londres certamente vou comprar com antecedência.

Outro passeio muito interessante e clássico é a visita à  Torre de Londres. Nós não fomos desta vez, mas já havíamos ido duas vezes anteriormente, sendo uma com a Clarinha. A Tower of London é um castelo histórico, fundado em 1066. O castelo foi utilizado como prisão de 1100 até 1952, apesar desta não ter sido sua função principal. Ele inicialmente foi usado como residência real como um grande palácio. Atualmente, lá ficam guardadas as jóias da Coroa, que ficam expostas aos visitantes. Como um todo, o complexo da Torre de Londres é composto por vários edifícios localizados dentro de muralhas de defesa e um fosso. A Torre de Londres é atualmente um dos pontos turísticos mais populares da Inglaterra, e é protegida como um Patrimônio Mundial.

 

De Londres, fomos de trem para Paris, nosso último destino nessa viagem!

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