Paris: onde ficar e como se deslocar

Chegamos a Paris de trem, na Gare du Nord, vindos de Londres.

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Torre Eiffel

Paris é um dos nossos destinos favoritos. Na verdade, é a cidade preferida do Gustavo, e ele sempre dá um jeito de incluir Paris nos nossos roteiros. E ele tem toda uma técnica para fazer isso (conto em outro post como ele faz para sempre incluir um stop-over em Paris nos nossos vôos, sem custo adicional).

As estações de trem em Paris não são tão organizadas e nem tão seguras quanto as de Londres. Já na saída, várias pessoas te abordam, oferecendo transporte. Mais uma vez, optamos por usar o aplicativo do Uber (o mesmo usado no Brasil) e solicitamos a opção de “Uber van”. Veio uma van, com um motorista muito educado e simpático, e todas as nossas tralhas couberam sem problemas.

Como Paris é uma cidade que conhecemos melhor e ficamos 8 dias desta vez, fizemos tudo com bastante calma. Dividi em dois posts, para não ficar grande demais. No segundo, falarei das atrações e de onde comer com crianças.

O blog Paris des Petits foi praticamente um guia espiritual para mim. Escrito por uma brasileira que mora em Paris, ele tem trilhões de posts com zilhões de dicas ótimas.

A cidade de Paris é dividida em 20 regiões, chamadas “arrondissements”, que correspondem cada um a uma divisão administrativa. Estes 20 arrondissements estão distribuídos segundo uma espiral que se desenvolve no sentido horário a partir de um ponto central da cidade localizado no Louvre (1º arrondissement). Assim, os números mais baixos correspondem a arrondissements mais centrais e números maiores a arrondissements mais distantes do centro. Nós achamos as regiões do 3 ao 6 mais interessantes de ficar. Esses arrondissements (3 ao 6) compreendem bairros muito interessantes e agradáveis, como Saint Germain, Quartier Latin e Marais. Existe um post muito legal do blog Conexão Paris, explicando sobre as divisões e como os parisienses se orientam.

Em Paris, os hotéis costumam ser caros e ter quartos bem pequenos. Assim, nós sempre preferimos alugar apartamentos, principalmente depois de ter filhos. Ficamos apenas uma vez em hotel, e quatro vezes em apartamento. Dessa vez, alugamos um apartamento no 4o arrondissement, em frente à Place de l’Hôtel-de-Ville. (O Hôtel-de-Ville nada tem a ver com hotel, apesar do nome. É a Prefeitura Municipal de Paris, além de um importante ponto histórico e turístico, como falarei no próximo post). Foi ótimo, pois era uma localização muito central.

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Vista da janela do apartamento em que alugamos, no dia da posse do presidente Macron. À esquerda o Hotel de Ville, onde foi a posse, e ao fundo a Catedral de Notre Dame de Paris.

 

Transporte

O transporte público em Paris não é tão organizado e nem tão acessível para carrinho de bebê quanto o de Londres. As redes de metrô são um pouco confusas, as estações costumam ser bem antigas e com muitas escadas “não-rolantes”. Nós costumamos utilizar o mínimo possível o metrô, andando muito a pé ou utilizando o Batobus.

O metrô funciona com o uso de um bilhete, que é o mesmo para os demais transportes públicos (ônibus, RER e tram), e pode ser comprado em máquinas de auto-atendimento ou no guichês, nas estações. Alguns bilhetes, como o talão com 10 bilhetes ou o bilhete de visitante podem ser comprados online. No entanto, não são todas es estações que vendem bilhete, e já me vi presa algumas vezes sem ter como comprar. Existem vários tipos de bilhete, de acordo com as zonas da cidade onde se deseja circular. A parte mais central de Paris corresponde às zonas 1, 2 e 3, e o aeroporto Charles de Gaulle e a Disneyland Paris ficam em zonas mais afastadas (costuma-se comprar bilhetes separados para ir a essas zonas). O bilhete mais comum (t+ ticket) custa 1,90 euros avulso e 14,90 o talão com 10 bilhetes. Crianças até 4 anos não pagam, e crianças de 4 a 10 anos pagam tarifa reduzida (7,45 euros o talão). Após ser validado na catraca, o bilhete é válido por 2 horas para o metrô e por 1:30 para o ônibus (ou seja, pode ser reutilizado neste período, mas precisa ser validado novamente). Existe ainda um bilhete de visitante, que dá viagens ilimitadas por 1, 2, 3 ou 5 dias, nas zonas 1 a 3, e custa 38,35 euros (para 5 dias). Nós nunca compramos, mas no site oficial há toda a explicação de como funciona.

E é preciso guardar o bilhete! A máquina devolve o bilhete carimbado. Uma vez fomos parados e não encontramos um dos bilhetes. Mesmo com toda a nossa explicação, fomos multados em 50 euros! Ainda assim, em Paris vemos muita gente pulando a roleta, tentando passar junto com você ou entrando pela porta de emergência. Aliás, para passar com o carrinho, há um botão ou interfone para chamar um funcionário para abrir a porta de emergência. Ou um de nós passa a roleta e abre a porta de emergência para o outro, mas passa o outro bilhete também. Acreditamos que a fiscal nos parou justamente por causa do carrinho, porque deve ser comum quem entra com carrinho pela porta de emergência não pagar.

O Batobus é um catamarã que circula pelo rio Sena, parando em nove pontos pré-determinados, circulando pelos principais pontos turísticos. Não é exatamente um meio de transporte, é um passeio turístico mas, como circula por vários locais e pode-se entrar e sai em qualquer ponto (“hop on hop off”), várias vezes ao dia, acaba funcionando como um meio de transporte agradável. O bilhete válido para 1 dia inteiro custa 17 euros para o adulto e 8 para crianças, e o bilhete válido para 2 dias inteiros consecutivos custa 19 e 10 euros, respectivamente. Ou seja, só 2 euros de diferença. Eles anotam a data e você pode usar livremente pelo período. Tem um guichê vendendo em cada parada. O que eu acho bom é que é um passeio bem agradável e, como demora, a gente aproveita para descansar e observar a paisagem.

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Vista do Rio Sena

 

Alugar carro é algo que dificilmente vale à pena. É difícil achar vaga e os estacionamentos pagos são bem caros. Para se locomover pelas principais áreas, o transporte público dá conta muito bem.

Nós alugamos carro duas vezes: a primeira em 2015, quando fomos com Clarinha com 2 anos, mas apenas para o último dia. Alugamos por um dia só, porque precisávamos entregar o apartamento às 09:00 e nosso vôo era às 23:00. Teríamos que ir cedo demais ao aeroporto ou ficar vagando com 800 malas e uma criança. Optamos por alugar um carro na véspera e por sorte conseguimos vaga na rua. Tivemos que alugar um carro relativamente grande para que coubesse tudo no porta-malas. Já que estaríamos de carro, aproveitamos para fazer um último programa mais longe do centro, e fomos para a Disneyland Paris. De lá, fomos direto para o aeroporto, onde devolvemos o carro. Foi uma boa solução, pois além de ter onde deixar as malas, já fomos direto para o aeroporto e economizamos o shuttle. Mas o carro é desnecessário para ir à Disney, inclusive o metrô deixa bem mais perto da entrada do que o estacionamento de carros.

Dessa vez, alugamos um carro na Hertz por 2 dias para irmos à Giverny e ao Parc Astérix. Resolvemos juntar e fazer esses dois passeios mais afastados em dias consecutivos, para aproveitar a comodidade do carro. Tanto Giverny quanto o Parc Astérix são acessíveis por transporte público, mas não é um acesso simples como a Disneyland Paris. É preciso fazer baldeações e os trajetos acabam durando bastante tempo. Alugamos um carro popular bem barato (não levaríamos malas, como da vez anterior), e pegamos e devolvemos o carro na Gare de Nord (na volta Gustavo nos deixou em casa e devolveu sozinho, pois já estava tarde e as meninas já estavam exaustas). O carro pernoitou em um estacionamento pago bem pertinho, que custou uma fortuna, mas por uma noite só foi ok.

No próximo posts, falarei sobre as principais atrações em Paris e sobre alguns lugares em que comemos.

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