Tarundu

O Tarundu é um parque de esportes radicais que fica em Campos do Jordão, região serrana de São Paulo. São mais de 30 atrações, das mais calmas às mais radicais, e atividades de contato com a natureza. Nós fomos em julho de 2017 e as meninas se divertiram muito, mas eu achei um parque bem caro e bastante confuso (na verdade, mereceu um post a parte basicamente por isso, porque o resto daria para explicar resumidamente dentro do post sobre Campos do Jordão).

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A confusão já começa pelo caminho, pois o Waze indica um local e o Google Maps indica outro, bem distante, mesmo conferindo o nome e o endereço do destino. No fim das contas quem estava certo era o Google Maps.

E a confusão continua nas formas de adquirir o ingresso e pagar as atrações. Todas as atrações são pagas, variando bastante o valor e o tempo de duração/número de vezes. No site, nesse link, tem a lista de atividades e os valores.

O parque fica aberto todos os dias do ano, das 10h às 17:30h. O valor para entrada é de R$ 12 por convidado (crianças até 10 anos e idosos pagam R$ 6) e jordanenses não pagam a entrada. Nesse valor está incluso estacionamento, wi-fi, trilhas, seguro pessoal, e basicamente o uso das áreas do parque. Para ir nas atrações, como já dito, paga-se por cada uma à parte. Você pode optar por pagar somente as atividades que realizar, a cada vez,  ou adquirir um passaporte, que é o que praticamente todo mundo faz. Existe a opção de passaporte ilimitado e a opção de passaporte limitado. No limitado, você paga x reais e tem direito a usar esse valor (em geral, há um bônus de y reais com esse passaporte). Em janeiro de 2017, os valores (retirados do site) eram os seguintes:

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É claro que o passaporte limitado fica confuso, né? Você tem que ficar fazendo conta para ver onde vai, acaba sempre sobrando ou faltando dinheiro (e no fim das contas você paga a mais). E o mais confuso é que esse sistema de passaporte funciona com uma pulseira numerada. A cada brinquedo que você vai, os funcionários anotam o número da sua pulseira em um caderno (isso mesmo, em um CADERNO, tipo de escola). Imaginem o quanto isso atrasa uma fila. Além disso, algumas atividades funcionam com um esquema de tíquete: a pessoa deve passar antes em um balcão, para anotarem o número da pulseira e darem um tíquete para a atividade. Ou seja, logística não é o forte lá. Para piorar os funcionários até são simpáticos, mas estão sempre meio alheios e perdidos, o que torna tudo mais lento e demorado. Outra coisa que achei ruim foi que Aurora, com 1 ano e 3 meses, não pagava as atividades. Mas para entrar na área baby e na cama elástica (basicamente as únicas atividades que ela podia ir), a gente tinha que pagar como acompanhantes (sendo que ela não podia ir sozinha!), ou seja, o valor era descontado do nosso passaporte, e daria no mesmo que pagar a atividade para ela e entrarmos como acompanhantes não-pagantes. Sim, meio mercenário. Por isso achei a idéia de que “crianças até 2 anos não pagam” uma propaganda enganosa.

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Pulseiras numeradas

 

Maaaaaas, isto tudo posto, as atrações são bem divertidas. Nós pagamos um passaporte ilimitado para a Clarinha e um passaporte limitado promocional para mim e um para o Gustavo (ou seja, uma fortuna!) e pagamos só o ingresso para a Aurora. Logo na entrada, Clarinha foi em um carrinho de corrida, o Minibuggy Seninha. Nesse, era necessário um acompanhante adulto, então computaram o valor só na pulseira dela. Atentem para isso!!! Em alguns, eles cobram do acompanhante, em outros não! Logo na entrada, ficam as atividades indoors. Fomos primeiro para o Imagination Play Ground, que é meio que uma área baby, mas bem interessante, com grandes peças de espuma para montar, muro de escalada, piscina de bolinhas, além escorrega, balanço e afins. É uma área grande e fica bem vazia. Ao lado dessa área fica o Animal Kids, que são aqueles bichos grandes com rodinhas, que andam quando colocamos uma ficha. Bem vazio também. Em frente, fica o Air Games, que nada mais é do que um monte de camas elásticas, que as meninas amam. Esses 3 brinquedos eram os únicos em que Aurora podia ir. Então, saindo daí, acabou para ela. Do outro lado fica o Escorrega Bóia, que é pequeno, mas divertido para a idade da Clarinha. Indo em direção à área externa, mas ainda nessa área coberta, fica a pista de patinação, onde tem a Patinação no Gelo e o Trenó no Gelo. Clarinha só podia ir no trenó, que vai com um funcionário empurrando, e adorou. O funcionário era legal e brincou bastante com ela. Essa área coberta é boa de ir em dias de chuva, por isso deve encher bastante nesses dias. Nós só conseguimos ir nessas atrações indoors, principalmente a Aurora, que é baby, porque fomos assim que chegamos e ainda estava mais vazio. Um pouco mais tarde encheu, e para crianças menores, como elas, ficou ruim.

 

Saindo dessa parte coberta, encontramos todos os brinquedos e atividades externos. Fomos primeiro na tirolesa, que tinha bastante fila. Tipo 1 hora. O site anuncia algumas atividades diferentes sobre tirolesas: a Tower Hill, uma torre com 50 metros de altura, a Tirolesa High Fly e a Tirolesa Thunder of Road (e tem ainda uma Tirolesa Baixa, que é mais baixinha mesmo, pra crianças a partir de 3 anos). Pelo que entendi, a “atividade” Tower Hill seria só a subida na torre (??), a Tirolesa High Fly é a tirolesa mais alta, que parte da Tower Hill, e a Tirolesa Thunder of Road é a tirolesa mais baixa, mas mais extensa. E tem a opção de Tirolesa Double, que seria descer em sequência na Tirolesa High Fly e depois na Thunder of Road. Foi isso que fizemos. Mas só para escrever essa explicação eu estudei o site uns 20 minutos, de tão confuso. E tem o tal esquema de deixar o nome no caderno, aí anotam o número da sua pulseira, te dão um tíquete e você entra na fila. O tíquete varia com o tipo de tirolesa que se vai (tem a mais baixa, a mais alta, a dupla, algo assim). Na fila, um funcionário te paramenta e envia em pequenos grupos para subir em uma Kombi (eles falam no site em carrinho de golfe, mas era uma Kombi). A Kombi te deixa nos pés da torre mais alta, e daí é uma senhora subida de escada. Olha, é muita escada mesmo. Mas valeu a pena. Eu fiquei com medo de pular, mas Clarinha não regateou. Foi bem divertido. Entre a primeira e a segunda tirolesa, você fica meio perdido, tem que fazer uma mini-trilha na mata.

 

Depois, fomos no Bóia Cross, que é um Escorrega Bóia ao ar livre. É também uma bela subida na colina até lá. E tem fila, porque a reposição de bóias, por uma caminhonete, demora. Mas foi divertido também. Outra atração que ela gostou bastante foi a Water Ball, que é uma enorma bola de plástico onde a crianças entra, depois um funcionário enche de ar e fecha. A criança consegue “caminhar” sobre a água nessa bola. Tinha bastante fila, porque são só duas bolas. Quando fomos, uma criança vomitou em uma bola e tiraram a bola de uso, mas não tinha uma bola reserva, então ficou só uma. A fila ficou gigantesca.

 

Nós só fomos nesses brinquedos mesmo, porque tudo demorou, ficou tarde e Clarinha cansou (e o crédito das nossas pulseiras acabou). Mas eu gostaria de ter ido com ela ainda no Orbit Ball e no Arborismo ou no Mini Arborismo. Acho que ela teria gostado também do Brinquedão, do Bungee Trampolim e da Escalada. A Cama Elástica e a Tirolesa Baixa ela não deu muita bola.

O site diz que tem ainda Tiro Esportivo, Arco & Flecha, Paint Ball, Paint Alvo e também um Minigolf, mas não me interessei porque não gosto desse tipo de atividade, e nem vi onde ficavam. Tinha ainda muitas atividades com cavalos, como Aula de Equitação, Passeio a Cavalo, Passeio de Pônei, Charrete (Trolley) e Thunder Horse, mas também não é minha praia (todos esse são com hora marcada). Fiquei com bastante vontade de fazer o Passeio de Balão, mas tinha que marcar hora e Gustavo sempre fica me enchendo porque não acha seguro. Rs

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Passeio de Balão

 

O Restaurante Tarundu, bem no meio do parque, foi uma grata surpresa para o almoço. Tinha várias opções a la carte e buffet, além de pizzas em forno à lenha. Comemos do buffet a quilo, porque as meninas estavam famintas, e a comida estava bem gostosa e o preço era honesto. Pedimos também petiscos e tomamos cerveja Baden Baden. O lugar era espaçoso e agradável, e os funcionários muito simpáticos. A única frustação é que nós esquecemos nossa garrafa térmica Thermos tão amada lá, e sumiu. Voltamos, ligamos, insistimos, mas não foi encontrada.

 

Na hora da saída, a maior das confusões: fila, fila e mais fila para pagar. É claro que um sistema confuso de cobrança desses, associado a funcionários mal treinados, não poderia ter outro resultado, principalmente em dias de parque mais cheio. Imaginem isso com crianças exaustas e famintas? Uma dica é procurar algum dos caixas de dentro do parque para pagar, pois os da saída formam filas gigantescas. Ou talvez tentar encerrar a conta antes.

No todo, achamos o Tarundu uma experiência bem divertida, apesar de cara. Provavelmente voltaremos!

 

 

 

 

 

 

 

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