Viagem de trem Bruxelas-Londres

Para o trecho Bruxelas – Londres, optamos por comprar passagens de trem. Eu prefiro viagens de trem por diversos motivos:

– Não precisa chegar com horas de antecedência

– Check-in mais rápido

– Não precisa despachar a bagagem, e não há limite de volume e peso

– Mais espaço e mais atrativos para distrair crianças, fazendo o tempo passar mais rápido

– Maior conforto, não ficamos igual sardinha em lata. Com família, é possível pegar duas duplas de poltronas uma de frente a outra, com uma mesinha no meio.

– As estações de trem costumam ser bem centrais, o que facilita muito o deslocamento de/para a estação, além da economia de táxi/shuttle

– Em geral a passagem é mais barata

– Não ter que prender a criança na cadeira na aterrisagem/decolagem ou turbulência (parece besteira, mas esse momento pode ser absurdamente difícil e desesperador, principalmente quando a criança está dormindo)

– Tenho medo de avião

 

Para trechos maiores, o trem noturno é uma excelente opção. A viagem passa rápido, e ainda se economiza uma noite em hotel.

Compramos pelo site da companhia de trem, a Thalys, com bastante antecedência, e conseguimos tarifas boas

Saímos de Brugge de carro, rumo à Bruxelas. Lá pegaríamos o TGV para Londres. A passagem é digital, baixada no celular (My Wallet do iPhone). Tentei imprimir porque sou dessas, mas não consegui.

A estação de trem Brussels-Midi é bastante tranquila e segura. O banheiro é pago e tem alguns cafés antes do check-in, mas achei os depois do check-in, na área de embarque melhores. Tem cafés, restaurante e loja de chocolate

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Brussels-Midi

O check-in foi rápido, mostrando somente as passagens no celular. Mas é preciso passar pelo controle de fronteiras, com raio X, entrevista e tal, e essa parte foi bem demorada. Chegando na nossa vez, foi rapidinho, mas vi os funcionários da Alfandega fazendo bastante perguntas para alguns passageiros.

Esperamos um pouquinho no salão de embarque, o suficiente para tomarmos um café e comprarmos sanduíches para comer no trem.

Foi bastante tranquilo ir com nosso carrinho duplo trambolho até a plataforma, na porta do trem. Eu empurrei o carrinho com as meninas uma mala de mão pendurada no carrinho e uma mala, e o Gustavo com as duas malas maiores. Chegando na porta do trem, fiquei com as meninas na plataforma enquanto ele entrou com as malas, uma a uma, e colocou no bagageiro próximo à porta do nosso vagão. Depois entrei com as meninas e ele dobrou o carrinho e colocou lá também. Absolutamente nenhuma questão com espaço. Pelo contrário, espaço de sobra. Tinha uma moça sozinha com carrinho de bebê e malas, e prontamente apareceu um funcionário para ajudar.

Entramos todos e sentamos nos nossos lugares, como compramos apenas 3 poltronas, havia um senhor na quarta poltrona. Ele prontamente procurou um lugar vazio e trocou de lugar (esperto, eu também teria feito o mesmo). Antes mesmo do trem sair, Clarinha já fez uma amiguinha. Uma menina australiana, da mesma idade, que estava com os pais. Uma não entendia absolutamente nada do que a outra falava, mas isso não pareceu atrapalhar. Passaram a viagem brincando de bonecas, colorindo e fazendo quebra-cabeça no iPad (cuja bateria acabou em 10 minutos, por total falta de planejamento nosso). Aurora dormiu um período no colo do Gustavo, depois acordou e ficou na paz, olhando a paisagem.

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Há banheiros em todos os vagões, e são um pouco mais espaçosos do que os de avião. Há também um vagão restaurante, com lanches (sanduíches, biscoitos, etc) com preço normal. Dependendo do trem e do itinerário, são vendidas refeições.

E assim as 3 horas de viagem transcorreram tranquilamente (atentar que tem fuso horário entre a Bélgica e a Inglaterra). Chegando na estação de London St. Pancras, o desembarque foi super tranquilo. Chamamos um Uber XL. Veio um carro enorme, que comportou perfeitamente todas as nossas volumosas tralhas (veja aqui no post sobre Londres).

 

Por que viajar com crianças?

Quando começamos a viajar com a Clarinha, ouvíamos todos os tipo de críticas. As pessoas sempre parecem procurar o lado negativo em tudo e ser as donas da verdade (como todo o resto que tange a maternidade…). O que mais escutamos, até hoje é: “Vocês são malucos em viajar com duas crianças pequenas!”.

Percebemos que os comentários mais comuns são extremamente frágeis e rebatidos facilmente se resolvermos pensar por 2 minutos.

  1. Criança pequena não aproveita nada e não lembra de nada, é a mesma coisa que ir à pracinha. Mais ou menos, né? O conceito de “aproveitar” é muito amplo. É claro que ela não vai explorar e conhecer como um adulto. Toda a percepção de mundo dela é diferente. Mas são vários os pontos interessantes. Ela sente a mudança de ambiente, de língua, de clima. Visitar lugares diferentes do habitual dela sem dúvida faz parte da variação de estímulos que ela recebe para o aprendizado, e enriquece. Quanto à lembrar, elas guardam algumas memórias desde muito cedo, e isso também enriquece. E, o mais importante: NÓS lembramos. Pra mim, levar minhas crianças em viagens, estar com elas nesses lugares, passar por essas experiências e momentos com ela me dá um prazer imenso e faz parte da MINHA vivência e da MINHA memória. Outra coisa que ninguém pensa é que muitas vezes é raro uma criança passar 24 horas com pai e mãe por tanto tempo. Em geral ela fica com avós, babá, creche, com um dois pais só com alguma frequência no dia a dia. Para elas, só passar 20 dias 24 horas por dia com pai E mãe já faz a viagem valer à pena. Elas adoram e é uma experiência deliciosa.
  2. Criança pequena atrapalha a viagem. Bom, aí é novamente uma questão de conceito, né? É evidente que a viagem com crianças é completamente diferente da viagem entre adultos. Não dá pra achar que você vi ter um jantar romântico com seu marido em um restaurante chique de Paris, ou passar um dia relaxando em uma espreguiçadeira na praia e nem passar horas visitando calmamente um museu. Dá uma trabalheira danada, nossa atenção é voltada para elas, os horários e programas são diferentes. O ritmo é outro. Não há a mesma liberdade. Assim como toda a nossa vida muda depois de termos filhos. Mas entre essa “liberdade” e viajar com minhas filhas, prefiro mil vezes viajar com elas. Daqui a alguns anos elas estarão grandes e faremos viagens mais “adultas”, e daqui a mais uns anos elas nem vão mais querer viajar comigo e eu volto a fazer viagem de casal. E eu consigo ter bastante momentos românticos sem ir pra léguas de distância delas.
  3. Determinado lugar não é lugar de criança. No mínimo, sem sentido, né? Em qualquer cidade do mundo as pessoas moram e tem filhos. Ou seja, as crianças (e os bebês) vivem nesses lugares! Então, a menos que você vá escalar o Everest ou algo do gênero, o destino certamente comporta crianças. É claro que alguns darão mais trabalho que outros, ou poderão até ser menos seguros. Eu, por exemplo, fiz questão de ir para as ilhas gregas antes de engravidar, porque achei que seria uma viagem muito trabalhosa com crianças. Algum destinos também apresentam maiores “riscos”, como algumas doenças endêmicas, piores condições de saneamento ou risco de conflitos ou fenômenos naturais. Vale o bom senso. Mas dizer que Paris, por exemplo, não é um destino pra crianças é no mínimo desconhecimento. Poucas cidades no mundo são tão divertidas e adequadas e estimulantes para uma criança.

Outra coisa que noto é que muita gente acha que viajar apenas o casal com um/dois/três filhos é inviável, porque dá muito trabalho. Os pais acham que “não darão conta”. Como assim, gente? Os pais não darão conta dos filhos?

É claro que dá trabalho, criança dá uma trabalheira do cara#@*. Ficar 24 horas por dia por vários dias é cansativo e desgastante. É intenso. E justamente por isso é delicioso. Mas essa idéia de “não dar conta” me é muito estranha. Como é “não dar conta”? No que consiste isso? A criança se perde? Fica sem banho? Com fome? Largada? Ou os pais é que não estão dispostos a ter esse trabalho? A abrir mão de uma viagem totalmente voltada para si?

Reparo muito nas viagens como os brasileiros tendem a viajar em grupos familiares maiores. Sempre tem agregados: mãe, avó, tia, cunhada, babá. As vezes, com uma única criança, mas sempre com “ajuda”. E não é simplesmente pela companhia, pois casais adultos viajam sozinhos com frequência. Entre os europeus, vemos o contrário: famílias numerosas, de casais com 3, 4, 5 filhos. Sem “ajuda”. Ou seja, acho que tem um fator cultural forte, de os brasileiros terem esta tendência a achar que não dão conta dos próprios filhos.

Assim, ao pensar em viajar com crianças, vale a pena repensar nos mitos, e tentar abrir a cabeça, criar coragem e ampliar os horizontes!

Orlando com duas pequenas: Preparando a viagem

Resolvemos viajar para a Disney pouco depois de Aurora nascer. Ela estaria com 5 meses na viagem. Um casal de amigos queridos, vizinhos, iam com os filhos da mesma idade, e nos animamos. Convidamos alguns parentes do Gustavo pra divider casa e eles toparam.

Compramos as passagens pela Delta Airlines, por ser o melhor custo x benefício. Pesamos horário do vôo, escalas e tarifas. Quase compramos um vôo direto pra Miami e alugamos de um carro lá, pra ir direto de carro pra Orlando e assim poupar uma viagem de avião. Não parece, mas uma conexão com duas crianças pode ser uma dor-de-cabeça, como já citei no post sobre escolha do vôo. Acabamos concordando em um vôo noturno Rio de Janeiro – Atlanta – Orlando, com volta Orlando – Atlanta – Rio de Janeiro. Conexões rápidas e aparentemente factíveis. Clarinha pagou 75% do valor da nossa tarifa (3 anos e 10 meses) e Aurora pagou 10% do valor (5 meses e meio na ida da viagem). Conseguimos comprar tudo pelo site da Delta sem dificuldade. Aurora ainda não tinha passaporte, então colocamos o número do CPF como documento. Os voos da Delta costumam fazer escala em Atlanta, tanto na ida quanto na volta. Voando de Delta, deve-se reservar tempo. Sempre é necessário realizar imigração lá (primeira destino nos EUA), recuperar as bagagens, despachar novamente (isso é rápido) e ir para um outro terminal longe, de trem interno. Assim, conte com isso tanto em questão de tempo quanto em logística. Na volta, as bagagens costumam ir direto e não é necessário passar pela imigração, então a conexão costuma ser mais rápida.

A seguir, demos entrada no passaporte da Aurora. O da Clarinha ainda era válido. Preenchemos o formulário no site, pagamos a GRU, agendamos, e comparecemos, família completa, na data agendada. Levamos foto dela 5×7 e a autorização preenchida. Foi super rápido. Depois fomos todos para buscar (é necessário para a retirada apenas um dos responsáveis COM A CRIANÇA).

Depois demos entrada no formulário para o visto americano. Como nós dois possuíamos vistos válidos, foi super fácil. Preenchemos o formulário, pagamos a taxa direto no site com o cartão de crédito e agendamos. No dia, comparecemos todos ao consulado, no Humaitá, no horário agendado. Eles pedem para que as pessoas NÃO CHEGUEM com antecedência. Levamos o comprovante de agendamento e a mesma foto 5×7 do passaporte, que eles usaram (tiram foto da foto) e devolveram. Selecionamos, no preenchimento no site, a opção de entrega domiciliar, e o passaporte com o visto chegou em nossa casa em umas duas semanas.

Fizemos o seguro-viagem do World Nomads (optamos pela maior cobertura porque a diferença era a minima em relação ao plano básico). Saiu cerca de R$ 1.000 para a família, com uma cobertura excelente.

Fizemos também um plano de celular da Travel Mobile. Optamos pelo de U$ 60, que incluía uma boa franquia de internet e ainda ligações para o Brasil.

Alugamos a casa em um site onde já havíamos alugado antes, o “Casas na Disney“. Tem diversas opções, bons preços e são super confiáveis.

Alugamos o carro na Hertz. Alugamos pelo telefone, com o Itaú Personnalité, pois clientes ganham 15% de desconto e um tanque cheio. Optamos por um carro grande, porque a diferença de preço não é a grande e precisávamos de espaço para 2 cadeirinhas, compras, malas… Não alugamos GPS porque teríamos um chip de celular com internet, para usar Waze e Google Maps (lembrando que e os parques possuem wi-fi livre). Pretendíamos alugar cadeirinhas, mas o aluguel saía o triplo do preço de comprar uma no Amazon. Comprarmos duas cadeirinhas e mandamos entregar lá. Compramos também o carrinho, um Baby Jogger City Select duplo, e optamos por arriscar fazer a viagem de ida sem carrinho, só com o Ergo Baby.

Os ingressos para os parques preferimos comprar no Decolar, pela possibilidade de parcelamentos. Optamos pelo hooper de 14 dias para os parques da Universal, por ter o melhor custo x benefício e por se tratar dos parques que mais amamos. Pretendíamos ir varias vezes ao Universal Studios e ao Island of Aventures e uma vez ao Wet’n’Wld. Com esse ticket, podemos visitar os parques de forma ilimitada neste period (14 dias).

Para os parques da Disney, compramos uma promoção de 4 dias de parque, ganhando mais 2 dias. Nossa intenção era ir 2 dias ao Magic Kingdom, uma ao Epcot, uma ao Hollywood Studios e um parquet aquatic deles (Blizzard Beach ou Typhoon Lagoon). Depois pensaríamos o que faríamos com o outro dia (Lá descobrimos que esse passe não valia para os parques aquáticos…).

Compramos ainda um passe para os parques do Busch Gardens e Sea World. O que valia mais á pena era um passe de 3 dias, e pretendíamos ir ao Busch Gardens, Sea World e Aquatica.

A seguir, começamos a tentar agendar as refeições com personagens e os Fast Passes. Foi complicado, pois as refeições abrem 6 meses antes e os Fast Passes abrem 30 dias antes (60 dias se você for ficar em um resort da Disney). Fizemos tudo pelo app para celular “My Disney Experience“, mas é possível fazer pelo site também.

Por fim, conseguimos agendar uma almoço no Crystal Palace, um breakfast no Chef Mickey e um almoço no Epcot. Achei que estava de bom tamanho, pois essas refeições são caras.

Fizemos um esboço de roteiro, qual parque iríamos em cada dia, para podermos marcar os Fast Pass. Nos parques da Disney, ao comprar o ingresso você entra no app e registra o número do seu ingresso. Aí você pode agendar 3 Fast Passes para cada pessoa, por dia, a partir de 30 dias antes (ou 60 dias, para quem fica nos resorts da Disney). Obviamente os brinquedos mais disputados esgotam rápido, então vale à pena tentar marcar o quanto antes. Você pode fazer alteração a hora que quiser e quantas vezes quiser, desde que haja disponibilidade. Esse serviço de Fast Pass é gratuito. Já o equivalente ao Fast Pass para os demais parques é pago (cerca de U$ 50-90, por pessoa, dependendo do número de dias).

A verdade é que nenhum blog é mais completo no que concerne a Disney do que o blog “Colagem” da Luciana Misura. Esse blog é tipo um guia espiritual no que diz respeito à Disney. Ela fala detalhadamente dos parques e de cada refeição com personagens (incluindo S possibilidade e o custo X benefício de se utilizar o Dinning Plan). E, para melhorar, ela ainda é agente autorizada Disney e ajuda a planejar roteiros e realizar reservas. Nem conheço a Luciana e não ganho nada com a indicação. Mas acho os posts de Orlando do blog dela simplesmente sensacionais.

Outra coisa que fizemos com antecedência foi imprimir os cupons dos outlets (Orlando Premium e Orlando Vineland), assim como o vale para o livrinho de cupons que você pode retirar lá. Para otimizar, imprimimos ainda os mapas e já fomos identificando onde pretendíamos ir. Isso ajuda muito porque os outlet são gigantescos e sempre perdemos muito tempo procurando as lojas. Farei depois outro post só com dicas de compras e descontos nos EUA, tanto em outlet quanto pela internet.

Passaporte e visto

“Passaporte é um documento de identidade emitido por um governo nacional que atesta formalmente o portador como nacional de um Estado em particular e requisita permissão em nome do soberano ou do governo emissor para o detentor poder cruzar a fronteira de um país estrangeiro. O passaporte está ligado ao direito de proteção legal no exterior e ao retorno do indivíduo ao seu país de origem” (Wikipedia)

O primeiro passo para qualquer viagem internacional é começar a providenciar o passaporte. Digo “começar” porque, como vou explicar adiante, o passaporte de crianças tem a validade muito curta. Então, dependendo da idade da criança e de quando se planeja viajar, não vale à pena sair correndo para emitir o passaporte.

O passaporte válido é o documento necessário para viagens internacionais. Para viagens nacionais ou para o Mercosul, é permitido embarcar portando qualquer documento oficial com foto VÁLIDO (não adianta usar carteira de habilitação vencida, meu irmão já tentou!).

Em teoria, APENAS o passaporte é necessário como documento, mesmo para crianças! No entanto, convém levar certidão de nascimento, até porque em passaportes um pouco mais antigos não consta o nome dos pais. Isso já foi fonte de muita confusão porque, em teoria, o código de barras do passaporte permite ao agente da Polícia Federal acessar todos os dados do portador, inclusive filiação. Mas, como muitas vezes a tal leitor de código de barras não está disponível, o oficial não consegue saber se os adultos são realmente os pais da criança!! Vejam que logística inteligente! Nos passaportes mais recentes já consta o nome dos pais e assim é possível ao menos saber se seu filho é seu filho mesmo.

Várias companhias aéreas mencionam RG como documento necessário, mas isso não é imprescindível. Inclusive o formulário para requerer passaporte permite que o campo “RG” fique em branco. É claro, já pediram para o filho do primo da irmã da sua vizinha. Mas nunca ouvi falar de alguém que tenha sido impedido de embarcar por falta de RG. Já ouvi falar de gente que teve dor de cabeça com funcionários implicantes ou de má-vontade, mas tudo não passou de terrorismo. Já me pediram, respondi que ela não tinha, e tudo ok. Mesmo porque o RG sequer é um documento obrigatório de se ter antes dos 18 anos. Mas é claro que, tendo RG, melhor levar, né? Vai que você é o primeiro da história. Mas isso no Brasil. No exterior é só o passaporte mesmo.

O passaporte brasileiro é emitido pela Polícia Federal. Para requerer o passaporte, é só preencher o formulário, pagar a GRU, realizar o agendamento e comparecer ao posto na data marcada com a documentação necessária. É necessário que AMBOS os pais E A CRIANÇA estejam presentes! Um formulário de autorização deverá ser preenchido e assinado por ambos. É melhor imprimir, preencher e levar, mas tem que ser assinado lá.

Oficialmente, o passaporte leva 6 dias úteis para ficar pronto, mas esse tempo eventualmente pode ser prorrogado. Recentemente houve problemas de impressão, por exemplo, e o prazo chegava a 45 dias. É necessário LEVAR A CRIANÇA para buscar o passaporte, mas apenas um dos pais precisa ir.

É recomendável que se leve foto (5×7, fundo branco, sem data) de crianças pequenas (até 3 anos), pra agilizar. Caso não leve, eles tiram lá, mas pode demorar e você terá que contar com a boa vontade do atendente.

Hoje em dia, os pais devem escolher se autorizam que a criança viaje com apenas um dos pais ou ainda se autorizam que ela viaje desacompanhada (no caso de crianças que viajam muito com os avós, por exemplo). Pensem e decidam isso antes, pois isso vem impresso no passaporte.

A validade do passaporte varia com a idade da criança:

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(Retirado do site da Polícia Federal: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/duvidas-frequentes . Outras informações importantes constam nesse link)

Muitos países exigem que o passaporte tenha no mínimo 6 meses de validade ao entrar no país. Assim, atente para isso. Para crianças, essa matemática pode ficar complicada, pois o passaporte deve ser requerido com tempo suficiente para ficar pronto e adquirir o visto e ainda ter 6 meses de validade ao viajar! Por isso, não adianta requerer muito tempo antes da viagem, principalmente no caso de crianças com menos de 1-2 anos.

Sempre verifique se o seu país de destino requer visto para entrada. “Visto (do latim carta visa, lit. ‘o documento foi visto’) é um documento emitido por um país dando a um certo indivíduo permissão para entrar no país por um certo período de tempo e para certas finalidades. Muitos países requerem a posse de um visto válido como condição de entrada para estrangeiros, mas há exceções. Os vistos são geralmente carimbados ou anexados ao passaporte do destinatário”(Wikipedia).

Dos países que visitamos, apenas os EUA exigiam. O visto para entrada nos EUA é emitido pela embaixada americana no Brasil, representada nas cidades pelos consulados americanos. Hoje em dia, principalmente quando os pais já possuem visto, o procedimento para obtenção do visto americano é super simples e rápido. Deve ser preenchido o formulário no site da embaixada americano(visto B1/B2 em caso de turismo), paga a taxa, que pode ser paga no cartão e agendada a data. No dia, é só chegar na hora marcada (pode ser apenas um dos pais) e pronto. Recomenda-se também levar foto, 5×5 ou 5×7. Quando os pais já possuem o visto (eles obviamente têm esse controle), não é necessário nem a entrevista para a criança, é só levar os documentos solicitados. O visto fica pronto bem rápido. Nós escolhemos a opção de ter o passaporte entregue em casa e o prazo foi de 10 dias úteis.

O visto americano vale 10 anos. Como o passaporte da criança vence antes, quando o passaporte vencer é só requerer um novo e levar sempre, além do passaporte válido, o passaporte que contém o visto. Ou seja, o visto CONTINUA VÁLIDO, pelo tempo definido no visto, mesmo que o passaporte expire. É só andar com os dois passaportes. Quando se renova o passaporte, a Polícia Federal exige que você leve o antigo. Eles fazem um furo, para invalidá-lo e te devolvem. Assim você pode continuar usando o seu vistoV