Sobre o blog

Viajar com crianças é uma arte. É totalmente diferente de viajar só entre adultos. Documentação necessária, compra dos bilhetes, escolha de vôos, elaboração do roteiro, hotéis, restaurantes… Tudo tem suas particularidades.

Eu e meu marido sempre tivemos paixão por viajar. Desde que nos casamos, em 2009, resolvemos colocar nosso foco em viagens, principalmente internacionais. Essa seria nossa prioridade. Tentaríamos sempre viajar para o exterior ao menos 1 vez ao ano, além das viagens menores. E assim fomos viajando.

Quando engravidei pela primeira vez, em 2012, todo mundo comentava que nosso “estilo viajante” teria que mudar. O que mais ouvíamos era “Agora não vão poder mais viajar tanto”, “Vão deixar ela com quem pra viajar?”, “Com criança vocês vão ter que sossegar, não dá pra ficar levando pra todo canto, tem muito lugar que não é pra criança”.

Percebi que as pessoas têm vários conceitos errados em relação à viagens com crianças. Por exemplo, escuto muito que criança pequena não aproveita nada, não lembra de nada e dá no mesmo que ir à pracinha, ou que criança pequena atrapalha a viagem, ou que determinado lugar não é lugar de criança. Teorias que são facilimamente jogadas água abaixo com 2 ou 3 argumentos óbvios.

Nós sabíamos que a nossa vida com crianças mudaria muito, e que talvez precisássemos abrir mão de muita coisa, mas não queríamos abrir mão das nossas viagens. Tampouco queríamos ficar longe da nossa filha. Muitas pessoas optam por viajar sem filhos, mas essa nunca foi uma opção pra nós.

Quando Ana Clara tinha 2 meses, no meio do turbilhão das primeiras semanas da maternidade, meu marido sugeriu: “-Vamos pra NY?”. Eu fiquei sem ação. Eu não conseguia nem escovar os dentes, ia pra NY?? A sensação que eu tinha naquele momento era a de que eu sequer voltaria a ir à padaria algum dia na vida.

Ele disse: “Olha, tem passagens boas por milhas pra agosto, ela vai estar com 8-9 meses. Vou pegar as passagens e a gente vê como vão estar as coisas. Se você achar que não dá, a gente cancela. Um passo de cada vez.”

E assim foi. E assim os meses foram passando, a gente foi se adaptando à vida com um bebê e tudo foi se ajeitando.

E aí começaram as questões práticas: Passagem. Passaporte. Visto. Um mundo que já estávamos acostumados nas nossas próprias viagens, mas todo um universo novo para quem leva um bebê.

No fim das contas, as coisas fluíram muito melhor do que esperávamos. Viajar com crianças é completamente diferente do que viajar só em adultos, mas é maravilhoso! Elas têm outro ritmo, outros horários, outros interesses. Mas é uma vivência incrível, para os pais e (pasme!) para os pequenos!

Vendo que não era nenhum bicho-de-sete-cabeças, a essa viagem se seguiram outras. Aos 3 anos, Clarinha já havia ido 3 vezes aos EUA e 3 vezes a Europa. Além de São Paulo, Búzios, Costa do Sauípe…

Em 15/04/2016 nasceu Aurora. E aí começamos a aprender a viajar com duas crianças! Tudo é aprendizado, para nós e para os pequenos. E a cada viagem conseguimos aperfeiçoar mais nossa logística para que tudo flua da melhor forma possível! Tudo é experiência (até as roubadas!)!